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A ARTE VAI TE AJUDAR A
TORNAR-SE VOCÊ MESMA

Você sabia que a ARTETERAPIA pode ser sua aliada no caminho do autoconhecimento, trabalhando a autonomia, senso crítico, inteireza e conexão com os outros?

 

Como a maioria das psicoterapias analíticas, a ARTETERAPIA mergulha fundo no si mesmo e no inconsciente.

 

O diferencial é que além das técnicas de fala/ escuta terapêutica e da análise de sonhos, o cliente vive na pele a “emoção de lidar” com os materiais e objetos, experimentando e integrando emoções, sentimentos, pensamentos e atitudes através das técnicas artísticas e analíticas.

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A ARTETERAPIA é um convite, um tempo para encarnar a agência dos objetos, a ética dos materiais, no embalo do afeto criador rumo a si mesmo e aos outros. Criando formas, formando vida, vivendo quem se é.

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VEM VIVER VOCÊ NA PELE!

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SOBRE PSICOTERAPIA

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É o espaço de acolhimento de nossos pensamentos e sentimentos, onde elaboramos também nossas memórias, percepções e afetos. É um cuidado com nosso estar no mundo e uma afinação conosco mesmas.

 

Um trabalho que nos torna mais inteiras, mais autônomas, e cada vez mais nós mesmas.

Um compromisso de aceitação, cuidado e amor, que começa pela auto percepção e o autoconhecimento. É um trabalho que exige dedicação e coragem porque muitas vezes nos deparamos com aspectos “negativos” nossos. E sim, é desagradável, mas só tomando consciência deles poderemos tornarmos nós mesmas por inteiro.

 

O processo terapêutico nos coloca frente a frente com nossas ideias, emoções, pensamentos e sentimentos, delineando e reiterando nossos próprios contornos, separando o que que é nosso do que é do outro, desemaranhando as relações.

 

A famosa “cura pela fala” requer uma escuta profissional, pois a fala é a fala do cliente. O terapeuta traz perguntas, não respostas. Uma escuta profissional, sem julgamentos, funciona como espelho onde a cliente mesma se vê, se escuta, e ao se perceber, torna-se capaz de cuidar das próprias questões e dores. Terapia é sobre tornar-se. Um movimento para si e com o outro.

 

As pessoas procuram psicoterapia por motivos diferentes. Algumas buscam autoconhecimento e expressão pessoal, outras têm esgotamento, ansiedade, angústia, depressão, desânimo, compulsões, vícios, insônia, estresse, sentimentos de inadequação, pesadelos recorrentes, pensamentos invasivos, ideias obsessivas, sentimentos estranhos, crises nervosas, fobias, traumas, confusão mental, dificuldade de estruturação material, baixa autoestima, ideações suicidas, transtornos, síndromes ou sintomas físicos que os médicos não encontram a causa.  

 

Seja qual for a busca, seja qual for o ponto de partida, o destino é o si mesmo (com o outro).

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SOBRE ARTETERAPIA

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Arteterapia proporciona a oportunidade de criarmos nossas próprias imagens e rituais, possibilitando endereçamento de afetos, integrando emoções, aumentando a sensação autonomia e integridade.

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É uma terapia prospectiva que usa as expressões e o processo criativo da arte como via para integralidade, trazendo claridade a aspectos inconscientes e agregando luz e sombra.

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Em arteterapia temos uma relação triangular entre terapeuta, cliente e processo criativo. O terapeuta acolhe os afetos manifestos criando possibilidades de expressão de si do cliente através da arte, pondo em curso e amparando o processo criativo, que não almeja ideais artísticos, mas expressivos.

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O rebaixamento de consciência característico da prática artística, favorece o aparecimento de materiais inconscientes nas produções imagéticas do cliente, que surgem embebidas em energia psíquica. A mesma libido de onde jorra o complexo criador, produz imagens simbólicas transfiguradoras passíveis de observação e ampliação em terapia.

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Arteterapia é alquimia das imagens vivas, das imagens transformadas e transformadoras que surgem no processo criativo. Essas imagens pulsantes, essas imagens-símbolo são capazes de gerar mudança e integração no sujeito.

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Terapeuta e cliente devem levar em consideração não somente as imagens criadas, mas o percurso, observar e considerar afetos revelados frente aos processos e materiais.

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O trabalho do arteterapeuta é então de um facilitador da materialização de imagens inconscientes, através de atividades de expressão artística do cliente. O propósito final é que o cliente possa, ele mesmo, confrontar, acolher e integrar as próprias imagens rumo a uma maior sensação de integralidade.

 

“A criatividade é o catalisador por excelência das aproximações de opostos. Por seu intermédio, sensações, emoções, pensamentos, são levados a reconhecerem-se entre si, a associarem-se, e mesmo tumultos internos adquirem forma.” Nise da Silveira.

SOBRE MIM

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Sou arteterapeuta, cineasta e pesquisadora, graduada em Cinema na UFF (2006), formada em Artepsicoterapia por Maria Cristina Urrutigaray e pós-graduada em Arteterapia no IJEP (2022). Trabalho há mais de 20 anos no setor audiovisual, dividindo-me entre a direção de arte, a pesquisa e a produção.  

 

Produzi diversas oficinas ligadas a arte-educação e audiovisual. Mais recentemente criei, dirigi e produzi oficinas junto ao Photon Duo, dupla fundada em 2016 que faz trabalhos em Videomapping, Videodesign, Projeção, com foco em Teatro, Música, Arte e Educação, Cinema e TV.

Os estudos e vivências em Artes, Mitologia, Linguagens e Saúde mental estão presentes em minha vida desde os meus 14 anos. Vinte cinco anos depois, os trabalhos autorais nas artes visuais me conduziram ao universo das terapias expressivas, me levando costurar todos esses saberes numa formação e numa especialização em Arteterapia ambas de base Junguiana.

Criei e mantenho a Rede Claroescura, que disponibiliza gratuitamente na internet   filmes e livros sobre arte e psique sem qualquer fim lucrativo.

Sou arteterapeuta voluntária no projeto social Acolher Solidário sob supervisão de Ana Paula Maluf (CRP06/38422-5) e Oficineira no Curso de formação em Artepsicoterapia de Maria Cristina Urrutigaray (CRP 05/3893).
 

Atendo clientes individuais online e conduzo vivências Arteterapêuticas em grupo.


 

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VIVÊNCIAS PRESENCIAIS

As Vivências Claroescura são encontros arteterapêuticos coletivos que propõem criar um tempo para encarnar a agência dos objetos, experimentar a ética dos materiais e viver afeto criador como força curativa, introduzindo participantes no universo da Arteterapia.

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Cada experiência é focada em um material expressivo específico, como argila, tinta ou linha. Cada um dos materiais vai trazer formas, temas e modos de lidar próprios. As práticas artísticas  vividas vão proporcionar uma sensibilização multidirecional, aguçando a percepção, provocando a autorreflexão e a interação com o outro, através de cada material escolhido.

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Os encontros incluem: ambiência e trilha sonora temática do início ao fim da vivência, relaxamento com respiração , sensibilização com os materiais , leitura de mito ou conto , produção expressiva e partilha.

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FIOS EM NÓS

Vivência arteterapeutica que usou o crochê de dedo como recurso expressivo. Usamos o fio como mestre do tempo, da conexão e da efemeridade.

O trabalho começou com respiração e alongamento feito com cordas, para na sequência mergulharmos na leitura de diversos contos que tinham a linha como tema.

A proposta foi que cada um fizesse o fio de crochê mais longo possível.
De súbito, para surpresa dos participantes, propusemos que ele fosse desfeito puxando sua única linha.

Uma experiência de vínculo e independência.

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DA MINHA JANELA

Vivência de arteterapia com 2h de duração oferecida para 20 crianças.

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Ocupamos uma Sala de Litura ecolar com atividades de Contação, Criação de História e Edição de livrinho artesanal.

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MAR | HISTÓRIAS PARA EMBALAR ONDAS

Trabalho arteterapeutico em cima do filme MAR| Histórias para embalar ondas, concebido originalmente para a FLIP, é uma animação do Photon Duo, uma contação de histórias audiovisual inspirada em mitologias brasileiras. Uma grande costura de narrativas sobre o mar para toda a família.

 

O filme serve de dispositivo diversas atividades como contação de histórias, teatro de sombras, dobradura de papel, produção de animação e debates.O Projeto é uma combinação de exibição de filme e oficina para crianças. Uma iniciativa que une tecnologia, educação, entretenimento e arte.

 

Durante a FLIP oferecemos 2 dias de oficina de Trabalhos Manuais para Videomapping para crianças de 3 a 7 anos.

Editamos o filme com materiais produzidos pelos participantes da oficina, que foi exibido na fachada do SESC Santa Rita em seguida do videomapping MAR| Histórias para embalar ondas.

 

Após a experiência da FLIP, voltamos a Paraty para levar o projeto à escolas locais. Exibimos o filme, fizemos debates e atividades manuais ligadas ao tema.

 

Ao fim do processo as escolas receberam um vídeo feito a partir dos trabalhos dos alunos.

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MAPA MEU

A vivência “Mapa meu” aconteceu em novembro do 2025 no Colégio Amaro Cavalcanti. Organizado em formato de roda, o encontro teve início com um breve exercício de respiração, seguido de alongamento em pares.

Na sequência, os participantes fizeram o contorno de sua dupla no papel, e vice e versa. Depois preencheram os desenhos com cores, grafismos e textos que expressavam sentimentos e percepções acerca de si, do outro, do corpo e do espaço naquele momento. A concentração e entrega ao processo foram notórias.

O encontro foi finalizado com uma roda de conversa com a fala de todos participantes trocaram experiências sobre a atividade realizada.

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LINHAS DA CIDADE EM NÓS
emoção de lidar no cuidado de quem cuida

Essa vivência Arteterapêutica, criada para para turma de 20 alunos de Terapia Ocupacional da Uninassau RJ, é centrada na articulação entre corpo, espaço, tempo memória, afeto, territorialidade e expressão pessoal.

A atividade aposta no espaço urbano também como uma experiência sensória, sensível e vinculante, numa perspectiva do território como espaço de cuidado. O que é uma cidade? Como nos movemos na cidade? Como a cidade nos move?

A proposta vislumbra criação de redes de apoio e cuidado entre cuidadores, promovendo o fazer artístico como força integradora, coletiva e integrativa que propicia a elaboração de memórias, percepções e afetos, aumentando a sensação de acolhimento, troca e autenticidade dos participantes.

Gratidão imensa à professora Gabriela Alves Mendes pelo convite de estar com essa turma tão especial!

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VIVÊNCIAS ONLINE

Uma releitura das Vivências Claroescura para o ambiente digital.

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Ainda que fisicamente distantes é possível experenciar um tempo para si mesma, uma sensibilização multidirecional, uma conexão real consigo e com o outro.

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Os encontros incluem: vídeos e textos auxiliares sobre o tema, ambiência e trilha sonora temática do início ao fim da vivência, relaxamento com respiração , sensibilização com os materiais , leitura de mito ou conto , produção expressiva e partilha.

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EMOÇÃO DE LIDAR | ciclo iniciático

Vivências Emoção de Lidar | Ciclo Iniciático foi uma série de 5 vivências em arteterapia com forte caráter experimental, sensorial e relacional.

 

Além de um mergulho em si através de temas universais como o Medo, o Amor, a Raiva, a Tristeza, o Prazer, o Vínculo, a Complementaridade, a Efemeridade, o ciclo  apresentou os recursos expressivos mais usados em arteterapia.

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Encontro com a Colagem | Papel e Cola – Contato, Vínculo e Prazer | Mito grego


Encontro com a Modelagem | Barro, Louro, Flor – Medo e o Amor | Mito grego


Encontro com o Bordado | Agulha e linha – Rigidez e Maleabilidade. | Conto brasileiro


Encontro com o Desenho e giz | Giz, Fogo, Água _ Raiva, Diluição e Transformação | Mito e Lenda Iorubá


Encontro com a Pintura | Tinta, Pele, Graveto_ Identidade e Contorno | Mitos indígenas Galibi- Marworno, Ticuna e Kanamari.
 

O propósito dos encontros é de despertar os participantes para a riqueza da vida interior, encorajando sua expressão artística como catalizador de integração da personalidade.

 

Cada encontro, proporcionou contato com uma técnica diferente (Colagem, Bordado, Modelagem, Desenho e Pintura) estimulando a percepção dos objetos e sensibilização para os materiais. O que vivemos foi um diálogo com eles, sentindo e observando suas propriedades, experimentando na pele a EMOÇÃO DE LIDAR.

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EROS e PSIQUE | o prazer como cola da alma

Como é a cola? Para que é cola? Em que coisas nos colamos? O que cola em nós? O que colamos na gente? Como colamos? Como nos vinculamos? Qual nossa relação com o prazer?

 

Nessa vivência assistimos curta sobre a atrista Grete Stern, lemos o mito de Eros e Psique, fizemos  uma sensibilização com a cola e respiração profunda, seguida de exercício expressivo de colagem ao som de música grega antiga.
 

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DAFNE, PERSÉFONE e PSIQUE | do medo à totalidade através do amor

Essa foi uma vivência que conectou todos nossos sentidos através de materiais naturais ligados aos 5 elementos da natureza.

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Vinculadas às heroínas míticas através da contação de histórias, pudemos viver suas experiências revivendo sentimentos nossos como o medo, a coragem e o amor.

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Foi uma honra conduzir essa vivência para o Grupo de Formação e Artepsicoterapia de Maria Cristina Urrutigaray.

PROCESSOS ARTETERAPÊUTICOS
 

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SUDÁRIO PARA QUEM FICA

sobre luto 

Tinha uma passadeira branca aqui em casa, rota, cheia de buracos.

Com a perda de uma pessoa muito amada, virou um manto de vida.

Um SUDÁRIO PARA QUEM FICA.

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no escuro do luto, o tato.

sentir as coisas com as mãos.

 

furar o pano e os dedos.

mergulhar nos buracos.

 

tecer vida entre vãos.  

 

 

quando morre uma mãe, ficamos todos órfãos 

fotos Rebecca Moure e Miguel bandeira

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IRUN OKUN ODUN

sobre ritualização e renascimento

Desde a Pandemia que não jogava meus cabelos ao mar como de costume. Aconteceu que juntou-se ao pé dos santos, uma massa castanha sem destino.

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No 7º aniversário de morte de minha mãe de santo, resolvi fazer um objeto-ritual, um presente, uma carta, mensagem na garrafa.

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"Os rituais transformam estar no mundo em estar em casa (...) Fazem o tempo se tornar habitável” BYUNG-CHUL HAN


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Tem mais de 7 anos que a Sra foi morar com Iemanjá.

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Tem mais de 7 anos que junto mechas de cabelo para entregar.

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Foi a Sra que me ensinou a deitar os cabelos no mar.

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Hoje trago pérola de pelo e algodão, uáji e barro em concha, para nos presentear.

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Awre Iya Nlá! Odoya!

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foto Miguel Bandeira

fotos Miguel bandeira

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NATURAFETOS 

sobre vínculo, memória e movimento

Bordei memórias e amores depois de um domingo de sol no Aterro do Flamengo.

Na bolsa, trouxe sementes raízes, cipós, que costurei em batentes. 

 

Cada um dos 4 bordados foi dedicado (e dado) à uma pessoa amada. 

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___________________

 

Caminhar, coletar, parar, passar.

 

Atravessar enquanto atravessado.

No passo de fora,

na passada do outro.

A folha seca,

o canto do pássaro

ressoam dentro.

 

Encontrar afetos  repousados

no gramado ensolarado.

Guardá-los.

 

Jogar os guardados na mesa.

Brincadeira de vareta.

Contemplar.

Ver figuras que querem se formar.

 

Pousar a semente no algodão,

pegar a dureza, sonhar a latência.

Assentar a raiz no tecido,

aceitar o destino, aprender a direção.

Deitar o cipó no branco,

sentir a resistência, dançar as curvas.

Aninhar a folha na fibra,

sentir sua ferida, juntar partes.

Negociar com a planta, ajeitar.

costurar um pouquinho mais para cá.

Tensão suficiente para não rasgar.

 

Costurar-se enquanto costura

as feridas, a resistência, a dureza, o destino,

silêncios

para ouvir o romper da agulha,

o traspassar da linha,

O som do atravessamento.

 

Viver a agulha,

o duro, o furo, o frio,

buraco por onde a linha se esvai,

encontra caminho.

desenha algodão macio,

vazio a vazio.

 

Guardar o sol daquele dia nos fios,

cabelos, raízes, pelos, bordados.

Distribuir bastidores entre os amados

Porque só se guarda o que se dá

 

Remendar o outro é

Remendar-se .

fotos Miguel bandeira

PRODUÇÕES CLIENTES

Colagem

Bordado

Modelagem

Desenho

Técnica Mista

CITAÇÕES

O atendimento individual online é um espaço seguro e sigiloso no qual serão acolhidos seus pensamentos e sentimentos, sem julgamentos. Um lugar para elaborar suas memórias, percepções e afetos. Em encontros via internet você criará suas próprias imagens e rituais, possibilitando endereçamento de afetos, integrando emoções, aumentando a sensação autonomia e integridade.

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar”.
C.G. Jung

 

“O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas
não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam”.
Guimarães Rosa

MARQUE SUA SESSÃO

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